apresentaçao publico 3NCRYPT3D

O 3NCRYPT3D vai apresentar-se ao público no dia 6 de junho.

Na próxima 5ª feira o serviço vai ser lançado no Multiusos de Gondomar, enquanto decorre o evento DDC 2019: Vamos Superar Limites

A equipa 3NCRYPT3D vem assim marcar presença num dos maiores eventos empresariais do país, apresentando aqui o seu serviço.

O 3NCRYPT3D, cujo lema é “A Solução Digital para o seu Legado”, entrega mensagens de email preparadas previamente com total segurança, mesmo em caso de emergência ou morte. Trata-se de um meio único para salvaguardar informação que não se pode perder: bens, ideias e dados confidenciais, etc. Desta forma, nada ficará por dizer.

O DDC Samsys é um evento dedicado ao desenvolvimento profissional e pessoal, é promovido pela Samsys e é já considerado um evento incontornável no panorama empresarial português.

O tema desta edição do DDC, Vamos Superar Limites, é especialmente relevante para o 3NCRYPT3D, pois este é um serviço que permite aos seus clientes superarem limites nunca transpostos antes, ao nível da:

  • Segurança: permite que usufrua de níveis de segurança sem comparação, no envio de mensagens de email condicionados.
  • Autonomia e confidencialidade: à distância de um click e de forma autónoma, todos poderão preparar mensagens previamente que serão enviadas mesmo em caso de emergência.
  • Inovação: Inovamos a nível mundial, pois não existe outro serviço que permita contornar limites impostos pela vida, garantindo segurança state of art e autonomia para este efeito.

Para além da área de exposição onde o 3NCRYPT3D estará presente, vai haver uma outra onde, ao longo do dia, poderá assistir a palestras enquadradas no mote do evento. Os oradores deste ano, são:

  • O empresário, viajante, autor e orador André Leonardo;
  • O “tubarão” Tim Vieira;
  • O coach Jorge Coutinho;
  • A radialista Carla Rocha;
  • O ator Paulo Azevedo;
  • O coach Luís Fernando.

Dividiremos o espaço com o nosso parceiro nBanks, com quem vamos superar ainda mais limites.

Aguardamos pela sua presença no nosso espaço, e neste evento inspirador.

Venha conhecer a nossa solução e parte da equipa 3NCRYPT3D! Temos várias supresas à sua espera!


Dia
: 6 de junho de 2019

Horário: 8:00 – 18:30

Local: Pavilhão Multiusos de Gondomar

Programa: aqui

Inscrição gratuita e obrigatória: aqui

Equipa ENCRYPT3D

Partilhe esta notícia, clicando aqui:

Siga-nos no Linkedin!

empresario que sabia de tudo

O segundo decisivo: O caso do empresário que sabia de tudo

O Michael – o empresário feliz

Michael – CEO da pequena empresa que fundara há uns anos e que crescia a olhos vistos – tinha, finalmente, conseguido a reunião que tanto ambicionava com aquele parceiro que, acreditava, iria ser crucial para a expansão do negócio, nos moldes que sonhara!

Estava entusiasmadíssimo e super-feliz!

Aliás: naquele momento, tudo na sua vida estava a seu gosto! Tinha saúde, dinheiro para poder viver confortavelmente, estava realizado com o que já tinha construído e fazia diariamente. Para além disso, estava orgulhoso da equipa de trabalho que tinha criado: eram multifacetados, dinâmicos e estavam comprometidos com os objetivos de crescimento. Sabia que podia contar com eles! A família? Dessa nem se fala… Era o seu maior e incondicional apoio e, por isso, fazia questão em dedicar-lhes tempo de qualidade, no qual pudessem – todos – ser exatamente aquilo que são, deixando de fora os contextos laborais e escolares que, como se sabe, sempre criam algum stress e ansiedade.

Era este o pensamento que o acompanhava no curto caminho até àquele ambicionado encontro de negócios, assim como um profundo sentimento de gratidão! Ele sabia que estava a fazer tudo por si e por aqueles que amava, e que isso estava a ser retribuído!

Sorriu.
E, de repente, veio aquele-carro-descontrolado-que-passou-o-sinal-vermelho-no-segundo-errado.

A CLÁUDIA – A peça indispensável no sucesso da empresa

A Cláudia era “o braço-direito” do Michael. Conheceram-se na faculdade e, sempre que possível, escolhiam trabalhar em grupo porque se entendiam muitíssimo bem. 

Ela acompanhou-o desde de que teve a ideia de negócio; aprimoraram-na juntos e foi assim lhe deram forma e crescente rentabilidade.

Apesar disso, o Michael deixou sempre muito claro: ele seria o único responsável da empresa.

Sentia-se empreendedor e queria ser ele a ter sempre a última palavra! Contava com a Cláudia – em quem depositava absoluta confiança – mas não queria ter a obrigação de negociar consensos (ainda que acabasse sempre a fazê-lo). Para a Cláudia estava ótimo: tinha sido educada para ser funcionária por conta de outrem, nunca quis assumir as responsabilidades inerentes a ser “chefe”, gostava da autonomia que tinha e sentia-se confortável com o salário e as condições laborais que tinha.

Tudo perfeito, portanto. A Cláudia conhecia de cor os processos da empresa: os funcionários (que geria diretamente), a maior parte dos clientes e fornecedores, os prazos a cumprir; as necessidades de cumprimento legal, os objetivos estratégicos, algumas estratégias para os atingir. Acima de tudo, conhecia o tipo de liderança do Michael – ela sabia como é que ele reagiria a cada nova informação e o que faria a seguir.

Quando ouviu falar naquele-carro-descontrolado-que-passou-o-sinal-vermelho-no-segundo-errado, a Cláudia chorou pelo seu amigo.

E, apesar do medo que sentiu, decidiu que, em homenagem ao seu “chefe” e por respeito ao seu percurso, ia começar logo a “arregaçar as mangas” e “pôr as mãos à obra”. Sabia que ela e todos os colaboradores tinham muito trabalho pela frente.

A PAULA – A fluidez e tranquilidade em forma de gente

O Michael conheceu a Paula numas férias no Algarve. Ambos estavam com amigos e, mesmo no meio da “algazarra”, não ficaram indiferentes um ao outro. Praia, pôres-do-sol radiosos e passeios ao luar foram o cenário que partilharam, quase em “regime de exclusividade”, durante aqueles dias.

Conversaram muito e brindaram à sorte de, mais a norte, viverem pertinho… os astros estavam alinhados e prometeram que aqueles momentos se iriam repetir! 

Assim foi durante duas semanas, até começarem a namorar “oficialmente”, e mais três anos, altura em que casaram.

Foi durante o namoro que o Michael montou a sua empresa; mesmo estando profundamente empenhado no projeto, sempre deu muita atenção à Paula. Ela sentia isso e gostava. Partilhava com ela alguns desafios e motivações, mas não perdia muito tempo com isso: afinal, ele queria “desligar” do trabalho e, por outro lado, sabia que ela, mesmo mostrando-se disponível e compreensiva,  não tinha nenhuma afinidade com o tema – o negócio era de “números” e a Paula era de “letras” (era psicóloga mas interessava-se e divagava sobre filosofia, sociologia, conceitos abstratos…); para quê maçá-la?

Ele era feliz com o que fazia, com a companheira que escolhera, e tinha por objetivo dar-lhe qualidade de vida e conforto: admitindo que pudesse também contribuir para as despesas da casa, não queria que essa fosse uma preocupação ou uma obrigação para ela.

A verdade é que ele sempre chamou a si essa responsabilidade, com naturalidade e sem esforço, mesmo quando o Bernardo e a Filipa nasceram.

Todos se sentiam bem com isso e a Paula, sabendo-se uma privilegiada, tirava bem partido da situação: o seu ordenado não era muito alto, mas gastava-o quase todo nas suas despesas pessoais (custava-lhe a admitir, mas, no final do mês, a sua conta ficava perto de zeros!).  Quando fazia compras de mercearia – e às vezes também para os miúdos -, usava o cartão de crédito que o Michael lhe tinha dado da sua conta pessoal; nunca chegava sequer perto do limite.

Crédito da casa, dos carros, seguros, colégio das crianças, eletricidade, água, internet e telemóveis… nem se lembrava!

Sabia que saía tudo em débito direto de uma das contas do Michael; nem sabia de que banco… Lá está: ela gostava de conceitos e divagações…. Sentia-se muito grata por não ter que pensar nas questões logísticas e financeiras.

Apesar de não admitir, nem percebia sobre muitas delas: se, por exemplo, tivesse de levar o carro ao mecânico, onde o levaria? O Michael sempre arranjou um tempinho para esses assuntos!

Ambos se focavam em tarefas diferentes, complementares e assim eram felizes!

A Paula bloqueou quando lhe contaram daquele-carro-descontrolado-que-passou-o-sinal-vermelho-no-segundo-errado.

Nessa altura, fez uma promessa: iria tomar conta da família e garantir que tudo continuaria a ser o mais parecido com o que era até ali… Desta vez, ele não tinha sequer como se preocupar.

Prometeu, apesar da profunda tristeza e de não fazer ideia como, que a cumpriria.

O que é que Cláudia e a Paula já deviam saber?
Que dificuldades sentiram?
O que aconteceu por não saberem?

definição de património

Informação – o novo Património

O que é o Património?

O termo Património deriva do latim patrimonium e conjuga a ideia de herança paterna (pater) com a de bens, que são propriedade de uma pessoa ou coletividade; pressupõe a existência de um conjunto de relações familiares e institucionais e tem, por isso, um significado jurídico.

Assume dimensões estéticas, histórico-culturais, sociais e económicas, e implica a noção de (re)conhecimento e valorização do passado. É, por isso, tão antiga como o homem no sentido em que contribui para a definição da sua identidade como indivíduo, seja na sua relação consigo próprio, seja com a que mantém com a sociedade onde se move.  Logo, o conceito em si sempre existiu.

Apesar de, na consciência coletiva, estar mais associado a bens materiais de valor histórico e cultural reconhecido, a designação tem vindo a ser adotada por outras áreas e adquirido novos âmbitos. Hoje, é normal falar-se de Património imaterial, natural, genético, musical, literário, artístico, linguístico/idiomático, gastronómico, familiar e, claro está, financeiro.

Trata-se de uma evolução que lhe retira os carimbos, em tempos quase obrigatórios, de “excecional” e de “antigo”, e lhe dá flexibilidade: numa interpretação abrangente, poderá ser considerado Património tudo aquilo que num determinado contexto é tido por importante e que, por algum motivo, merece ser estudado, protegido e preservado, com vista a ser mantido e deixado como legado.

Isto poderá implicar um critério de atribuição de bens cuja intenção, e dependendo do que são, poderá ser uma de duas:

  • A de que fiquem nas mãos das gerações vindouras – numa perspetiva mais emocional de salvaguarda da história familiar;
  • A de que sejam atribuídos a quem, por confiança e por conhecimento do sujeito, saiba deles cuidar e tirar o máximo partido – numa abordagem porventura mais empresarial, especializada e prática.

Portanto: tem subjacente a noção de que o seu objeto (material ou não) é passível de ser perdido (mas pode ser salvaguardado) e que o seu detentor é finito ou, por outras palavras, mortal.

O que é que, afinal, é pacífico identificar como Património?

Esta reflexão limita-se àquilo que é considerado Património corrente e acessível a uma parte considerável da população.

Nele estão incluídos aqueles bens que, normalmente, estão contemplados em testamentos ou que, em vida, se tentam salvaguardar. São disso exemplos:

  • Dinheiro físico ou depositado/aplicado em contas bancárias em instituições ao abrigo de supervisão central;
  • Ações;
  • Participação em sociedades;
  • Prédios (bens imóveis no geral);
  • Veículos (automóveis, barcos, …);
  • Joias;
  • Objetos de decoração ou utilitários de valor (faqueiros em prata, quadros, relógios antigos, …).

O que é que atualmente, não sendo ainda reconhecido como tal, também é Património cuja transmissão não só é passível como altamente desejável?

A resposta a esta pergunta dá-se numa só palavra: INFORMAÇÃO.

As novas tecnologias, em conjunto com um mercado cada vez mais único e liberalizado, permitiram a diversificação de investimentos, a dispersão de valores e a aquisição de bens imateriais que, muitas vezes, nem se identificam como sendo Património… mas são! E, tal como outros mais “tradicionais”, eles são aplicados com a intenção de gerar dividendos que, legitimamente, também devem ser herdados / transmitidos.

Por outro lado, para lhes aceder, pode ser necessário coisas tão simples como alguém saber que um sujeito (falecido) tinha conta num determinado serviço digital e, eventualmente, as respetivas credenciais de acesso.

(Sabemos que isto levanta questões sobre a garantia de privacidade em vida; sobre as possíveis formas de a salvaguardar, assim como a autonomia para o fazer, já é outro assunto!)

Alguns exemplos:

  • Carteiras de criptomoedas em corretoras online;
  • Criptomoedas adquiridas e guardadas em carteiras de hardware (pen tipo “Ledger”) e respetivos acessos;
  • Valores depositados em bancos exclusivamente online (“Revolut”, “N26”);
  • Dinheiro reservado para movimentação corrente em contas wallet online, tipo “Paypal”;
  • Dinheiro obtido em jogos online e outras plataformas;
  • Investimentos em plataformas de crowdfunding ou financiamento colectivo, tipo “Kickstarter”;
  • Investimentos em plataformas para este efeito em empresas (equity), tipo “Seedrs”;
  • Seguros de vida associados a serviços contratados (como os de cartão de crédito, por exemplo).

Há ainda outro tipo de informação, mais ou menos “analógica”, das qual pode até nem resultar dividendos, mas que tem por objetivo salvaguardar bens, a continuidade de processos quotidianos e facilitar a vida de quem, perante uma ausência (definitiva ou não), tem que lidar com os problemas que dela resultam:

  • Passwords de e-mails e redes sociais;
  • Pins de telemóveis e computadores;
  • Acesso a serviços na cloud (armazenamento de dados online) e respetivos conteúdos;
  • Subscrições de serviços mensais digitais, tais como “Netflix”, “Dropbox”, “Spotify” de débito automático e recorrente;
  • Acessos exclusivos a serviços contratados profissionalmente e que garantem a continuidade do negócio (serviços de registo de domínios, servidores, storage);
  • Segredos de negócio e que o mantêm;
  • Segredos pessoais que se querem revelados só em determinadas circunstâncias;
  • A existência de um testamento;
  • Dinheiro escondido (por exemplo, aquelas moedas de 2€ que se foram separando para fazer uma surpresa à família e que, em 2 anos já são quase 2000€);
  • Valores por faturar ou faturados e não recebidos;
  • Empréstimos e dívidas pessoais;
  • Ideias de negócio por concretizar;
  • Estudos ou investigações em curso;
  • Patentes e direitos de autor;
  • Receitas de família;
  • Mensagens emocionais – aquelas que o coração sabe de cor, a cabeça decide que ainda há tempo para partilhar e/ou que a boca não diz;
  • E tantas… tantas outras!

A verdade é que estas partilhas podem ser relevantes noutras situações que não as de morte, e é fácil extrapolar que qualquer adulto conhece, pelo menos, uma situação em que, mais que dinheiro, a informação foi, era ou teria sido a chave da resolução rápida de um problema.

E, neste contexto, ela teria sido Património.

Na medida em que ter esta informação reunida pode dar muita tranquilidade a quem a detém, e ajudar a agilização e a paz dos recetores desejados, é do interesse de todos os profissionais que lidam com a fragilidade da Vida – tais como advogados, profissionais de saúde (médicos, enfermeiros), agentes de seguro e até agentes de ação religiosa – terem esta perspetiva lata do seu âmbito, e contribuir para a sensibilização daqueles a quem facilitam os seus serviços. Desta forma, estarão também a acrescentar-lhes valor, a diferenciar-se e a ser efetivos na resolução de eventuais problemas, sejam eles práticos ou de foro emocional.

Tem a sua informação reunida?

A única maneira de cada um saber o que tem de valor/importante é fazendo um inventário, com uma visão alargada daquilo que pode ter como património.

Se quer ter um ponto de partida, clique aqui, é um excelente ponto de partida!

E lembre-se de mais um pequeno pormenor muito, muito importante: os inventários também têm de ser atualizados – porque crescem e porque os dados mudam; no que às passwords diz respeito, há serviços que impõem a sua atualização sistemática e, mesmo que tal não aconteça, é bom que seja feito por questões de segurança…

Portanto, esta prática deve ser vista como um “work in progress” que vai facilitar a vida de quem a adota e… Sim; poucos serão os que pensam neste assunto de acordo com esta perspetiva tão abrangente. Mas não deixa de ser verdade que todos os outros, não o fazendo, estão a aumentar a possibilidade de problemas, de perda de bens e acima de tudo, de tempo que, por ser escasso, será o maior valor para cada um de nós.

E, se está a ler isto e se inclui no lado dos “muitos”, pode começar já a fazer diferente! Faça download desta lista e surpreenda-se com a quantidade de informação importante que nem se lembrava que tem!

Rita Brandão, COO 3NCRYPT3D

Considera este artigo útil? Partilhe-o!

Siga-nos no Linkedin!

julien assange

Julien Assange: A informação necessária

Quando, há uma semana, escrevíamos no nosso blog sobre a questão da informação, da sua proteção e da proteção de quem a detém, em particular no contexto a que chamámos de “limbo” para os whistleblowers, estávamos longe de imaginar a sua pertinência circunstancial. Esta advém da prisão de Julian Assange – um dos whistleblowers mais mediáticos do mundo -, na passada quinta-feira.

Certo é que, desde então, a Wikileaks já divulgou mais informação comprometedora quanto baste, o que confirma aquilo que havia sido veiculado em 2016: que Julian Assange tinha um Dead Man’s Switch. Ou seja: a salvaguarda de que, qualquer que fosse a sua condição legal, a informação que detinha seria entregue. Poucos saberão qual a real dimensão desses conteúdos e, a existirem, quando e em que circunstâncias serão divulgados.

Dada a importância deste assunto, consideramos pertinente a partilha de informação que consideramos fidedigna, para entender melhor o que está a acontecer.

O que move Julien Assange?
Num artigo do Público, tivemos acesso a algumas das frases mais “fortes que proferiu”, tais como:

“Enquanto a WikiLeaks estiver sob ameaça, também estará a liberdade de expressão e a saúde de todas as nossas sociedades”

“A Google é extremamente ambiciosa. Ela quer invadir todos os cantos do mundo. Saber tudo o que toda a gente está a fazer. (…) A Google é o maior golpe de espionagem que alguma vez aconteceu e as pessoas estão voluntariamente a contribuir para isso”, disse numa apresentação por videoconferência no último dia do Lisbon & Estoril Film Festival de 2014;

“Para mim a questão é como evitar o totalitarismo. Com os avanços tecnológicos estamos muito rapidamente a chegar a um nível de centralização global, com muito poucos centros de poder. Precisamos de encontrar alternativas”, disse no mesmo festival;

“Acredito que a única maneira de se chegar à justiça é através da educação. (…) Ao trazer para o domínio público [a forma] como funcionam, na verdade, as instituições humanas, podemos compreender de forma franca e, até certo ponto pela primeira vez, a civilização que temos”. Entrevista com David Greene, da rádio NPR, em 2016;

Os 11 milhões de documentos da WikiLeaks são “uma biblioteca de Alexandria rebelde”, disse na mesma entrevista.

Assange esteve exilado na embaixada do Equador em Londres durante 7 anos. O que aconteceu agora, para ser entregue às autoridades inglesas?

Segundo o ex- presidente equatoriano Rafael Correa, a detenção foi “uma vingança pessoal do Presidente do Equador, Lenin Moreno, porque a WikiLeaks divulgou há alguns dias um caso muito grave de corrupção” que o envolve. Correa denota ainda outros motivos, indicando jogos de poder, neste artigo do JN.

Um resumo histórico e como a está a ser manipulada a informação:

Neste artigo do The intercept, vai entender o que está para trás, a acusação e o que enfrenta Assange, se for extraditado para os EUA.

Se tiver curiosidade sobre o “método dead man’s swich”, saiba mais, aqui.

E agora que Assange foi capturado, novos documentos foram tornados públicos, neste link.

Após a sua captura
A 1 de Maio foi condenado a quase um ano de prisão, “por um tribunal de Londres por não ter cumprido as condições da liberdade condicional em 2012″.

Um dia depois de ser condenado a 50 semanas de prisão, o denunciante reafirma a sua intenção de permanecer longe dos EUA, recusando o consentimento para a sua extradição. “Não quero entregar-me para ser extraditado (para os EUA) por ter feito jornalismo que obteve vários prémios e protegeu muitas pessoas”, disse Assange, através de um comunicado.

E agora?

Agora, o caso – especificamente a intenção de extraditar o denunciante -, segue os trâmites legais.
“Foram marcadas novas audiências deste caso para dias 30 de maio e 12 de junho”, num caso que segundo um juíz britânico, pode levar “diversos meses” até ficar concluído.

“Heróis contemporâneos” homenageados numa obra de arte

Assange, Snowden e Manning foram já imortalizados numa obra de arte itinerante – está agora na Alemanha. Esta revela bem a expressão social da ação destas três pessoas. Intitulada de Anything to Say , encoraja os apoiantes a levantarem-se pela liberdade de expressão e informação.
Segundo o autor desta homenagem em jeito de escultura, estes são “heróis contemporâneos que aceitaram perder a liberdade em nome da verdade” .

Boas leituras, em nome da verdade!

Equipa 3NCRYPT3D

Imagem (créditos) : Hannah McKay/Reuters

TEDxPorto Fake News TRUST

TEDXPorto: Confiança e Fake News

No sábado passado estivemos presentes na 10ª edição do TEDxPorto, subordinada ao tema “Confiança”.
Na primeira parte da manhã, falou-se de marcas de confiança, investimento e a confiança no propósito no trabalho.

Na segunda parte, algumas das “Talks” vieram de encontro a muitos dos assuntos que nos são mais caros, a começar pela palestra de Alexandre Botão.
O Alexandre é jornalista há 20 anos, fez parte da redação de dois principais jornais do Brasil e veio partilhar connosco factos que todos deveriam ter conhecimento, sobre Fake News.

Fábricas “Fake”

Alexandre começa por nos mostrar como é fácil criar um perfil falso numa plataforma. Ficamos a saber que existem autênticas fábricas de perfis falsos, de likes e até de visualizações de vídeos de Youtube, que funcionam em redes sociais e outras plataformas. Estas têm o objetivo de dar imagem que determinada página tem muitos seguidores – para que mais pessoas a sigam. Um perfil falso numa plataforma, por exemplo, pode dar uma pontuação máxima a um produto, sem ter sido nunca experimentado por quem pontua.

[Este tipo de mecanismo aproveita uma forma de condicionamento que temos: a tendência de “seguir” algo quando vemos que muitas pessoas “seguem”.
Robert Cialdini chama a este efeito de “prova social”. A “prova social” responde à necessidade de obter referências para nos ajudar a decidir, mesmo que venham de desconhecidos.

O problema aqui, é que o que vemos online, pode não ser real.
Cada vez mais o mundo pede, grita, que cada pessoa procure informar-se através de meios isentos. Cada vez mais estamos expostos a dinâmicas movidas exclusivamente por dinheiro, política, poder. É necessário abrirmos os olhos. E confiarmos naquilo que temos certeza ser verdadeiro.]

Notícias que se aproveitam de quem as partilha

Sobre as muito faladas Fake news ou notícias falsas: quem as inicia aproveita-se da facilidade que hoje existe em partilhar informação, mas o seu mecanismo tem contornos especialmente maquiavélicos.

Imagine que alguém pretende manipular a opinião pública. A partir daqui são fabricados textos que, regra geral, promovem as mais variadas formas de intolerância, como o racismo e a xenofobia. Segundo Alexandre, os objetivos de quem promove e constrói as notícias falsas, são: primeiro, enganar-nos (opinião pública); depois, que as pessoas enganadas partilhem a informação com outros. “Não é só um trabalho sujo, eles querem que vocês trabalhem para eles também de graça”, refere o palestrante.

Portanto, estas notícias (falsas) sobrevivem à custa das próprias pessoas que são enganadas. E são capazes de influenciar resultados eleitorais, como sabemos ter acontecido no Brasil e nos EUA.

Estranhamente, se/quando a verdade é reposta, nunca tem tanta atenção, nem partilhas, como a mentira que foi construída antes.

Existem vários serviços que procuram repor a verdade. Em Portugal temos agora o Polígrafo, e lá fora, contamos com os seguintes sites: Lupa, Maldita.es, First draft, Factcheck e Snopes. 

No final da palestra, Alexandre deixou o pedido: “Duvidou? Não partilhe de forma nenhuma. Não partilhe.”

Em breve vamos partilhar consigo mais sobre o que assistimos na TEDXPorto, este ano com Dan Ariely, Zak Ebrahim, Marcos Piagers, Cátia Ferreira e muitos outros.
Se ainda não recebe a nossa newsletter, pode inscrever-se, preenchendo o formulário aqui.

Prometemos que verá apenas e só a nossa visão do evento, sem “fake news”. 😉

Maria Beatriz Costa, Responsável de Marketing e Comunicação 3NCRYPT3D

como fazer backup

Como fazer backup dos seus dados

O que acontecia se perdesse todos os dados do seu computador?
Muitas pessoas pensam neste assunto e a maioria acaba por adiar a parte que mais interessa: a prática.

Não adie mais, saiba aqui as formas mais rápidas e económicas para fazer o backup da sua informação e evitar ao máximo ter dissabores:

Backup rápido
Há diversos serviços gratuitos disponíveis online. Aqueles que nos parecem mais fiáveis, são o Sugarsync (antes gratuito, agora pago) e a Dropbox.
Pode também utilizar uma “cloud” como o Drive da Google, o One drive da Microsoft ou o iCloud da Apple.

Backup com algum investimento (e offline)
Pode fazer o backup da sua informação, utilizando um disco externo.

Backup low cost e apenas em caso de emergência
Algumas pessoas usam pen drives para fazer backup. Quando existe pouca informação e a pen tem espaço, esta é uma possível solução. Da nossa perspectiva, é uma das menos recomendáveis, pois facilmente se pode perder ou avariar.

Poderá ainda gravar os seus dados num DVD.
Dependendo do grau de importância que dá aos seus dados, aconselhamos que utilize uma combinação dos métodos apresentados, como por exemplo, a Dropbox e um disco externo.

Qualquer que seja a forma de backup escolhida, esperamos que o faça sem mais demoras, para o bem dos seus dados e da sua paz de espírito!

Equipa 3NCRYPT3D

Rui Pinto

Da informação. Da proteção da informação. Da proteção de quem a tem.

[Este artigo surge a propósito dos últimos desenvolvimentos acerca da situação do hacker/whistleblower ou denunciante Rui Pinto, em que Ana Gomes confirmou à TSF que este está a colaborar com autoridades de três países, França, Bélgica e Holanda.]

Pode parecer… mas esta não é uma reflexão acerca de futebol, política ou justiça. É, sim, uma chamada de atenção para uma das coisas mais valiosas que existe desde sempre e para o impacto que cria:

– A Informação;

– Os potenciais riscos que quem a tem corre.

Sem rodeios: a informação tem-se revelado um motor para comportamentos excecionais e até extremos. Dependendo da sensibilidade do conteúdo (segredos / informação privilegiada) e do que pode comprometer, por ela se negoceia aos mais altos níveis, luta, corre, prende, trai, corrompe, se vinga, se mata e se morre!

Se há situações em que guardar um segredo é visto como uma questão de honra, outras há em que a sua divulgação visa garantir a prevalência de outros valores como a defesa da justiça, da democracia e de uma sociedade igualitária. Há quem veja isto como um dever e que esteja disposto a “pagar” as consequências dessa perspetiva e consequente atitude. Julian Assange e Edward Snowden são, porventura, os dois exemplos mais reconhecidos mundialmente.

São os chamados whistleblowers e vivem numa espécie de “limbo” entre:

– O reconhecimento (mais ou menos) coletivo e (mais ou menos) pacífico da validade e da importância do que defendem e querem expor – o que, tratando-se de um conteúdo discutível, acaba por ser uma agravante na medida em que há potencial para que a causa maior da questão fique ofuscada por tomadas de posição apaixonadas;

– A (i)legitimidade da forma como obtiveram a informação para o sustentar;

– O enquadramento da mesma no sistema de justiça vigente. 

Tendencialmente, os whistleblowers são pessoas que sabem como obter informações: “geeks” que tratam a tecnologia por “tu” tal como, também, o Rui Pinto.

Quem tem o poder de decidir pode optar por uma de duas vias:

– Tratá-los como subversivos e imputar-lhes as consequências dos eventuais crimes que tenham cometido;

– Assumir as suas limitações (de meios, de conhecimento, …), encará-los como ativos e negociar a sua colaboração em prol de um reenquadramento legal dos seus crimes. Tudo em nome de um interesse maior para o sistema social em causa.

É sempre uma questão de balanço entre ganhos e perdas.

O que parece indubitável é que quem tem a informação deve salvaguardá-la e salvaguardar-se a si, fazendo uso de todos os meios legais, sociais e tecnológicos de que dispõe, garantindo que, independentemente do que aconteça, a mesma não se perde e chega a quem deve chegar, na hora certa. (E há tanta que se encaixa nestes pressupostos…)

Fazê-lo é só um ato de congruência pessoal e também de fé nos princípios por que está disposto a responder.

Entretanto, a possibilidade do estado português vir a colocar o Rui Pinto num programa especial de proteção de testemunhas é hoje notícia – o que só reitera o princípio em que este artigo assenta: a informação é um bem precioso! Se quer saber mais sobre esta atualização, clique aqui.

Rita Brandão, COO 3NCRYPT3D

Créditos de imagem: Getty Images/Cofina

Fragilidade no Google Chrome (e outros browsers) expõe e-mails e passwords

Parece estranho, e é real: uma falha em todos os browsers, como o Google Chrome e o Firefox, permite a hackers e empresas “roubar” dados como nome e email, ou até hábitos de pesquisa, de utilizadores.

Investigadores de segurança informática da Princeton’s Center for Information Technology Policy, estudaram a situação e publicaram online as suas conclusões, que pode ver aqui. Existem empresas e hackers a utilizar uma falha para obter dados de vários serviços, que estejam memorizadas nos browsers dos nossos computadores.

Isto processa-se através da função “autofill” ou preenchimento automático de cada browser, dos dados como email e password de sites.

Ao utilizar uma técnica específica, é obtido o acesso ilegítimo às suas/nossas credenciais.

Este tipo de ataque chama-se autofill data exfiltration, e o risco existe em todos os browsers. Infelizmente, dado a utilidade do “autofill”, provavelmente vai continuar a verificar-se esta situação. Como tal, cabe a cada um de nós informarmo-nos e protegermo-nos ao máximo.

A melhor forma de o fazer, é desactivando o autofill, evitando o risco de lhe roubarem credenciais.
Saiba como pode desactivar esta funcionalidade, em diferentes browsers:
Google Chrome (clique aqui)
Firefox (clique aqui)
Opera (clique aqui) 

Estamos numa altura em que a privacidade está cada vez mais difícil de proteger. Evite ao máximo expor-se a riscos, fique atento e faça a sua parte!

Minimizar riscos em viagem

5 dicas para viajar mais tranquilo, mesmo se lhe roubarem a carteira

Ninguém está livre de ser roubado em viagem ou perder a carteira. Veja estas 5 dicas para minimizar o impacto.

Viajar é, e aliás sempre foi, uma forma fantástica de fugir à rotina. É também uma oportunidade única para explorar novos países, novas cidades e novas culturas. No entanto, e como em tudo, existem alguns riscos ao viajar para o estrangeiro, nomeadamente roubos.

Por exemplo, uma carteira roubada é sempre um grande incómodo em qualquer altura. Se lhe roubaram a carteira  enquanto viaja, podem ter mesmo arruinado as suas férias. Pedir uma nova carta de condução, um novo cartão de identificação e cartões de débito ou crédito é, em situações normais, uma dor de cabeça, ter de o fazer em viagem é bem mais difícil.

Mas para o ajudar, deixamos aqui 5 coisas que pode fazer para minimizar o impacto e salvar a sua viagem de ser um desastre, em caso de roubo.

1. Movimente-se apenas com o essencial

A maior parte das pessoas, mesmo em viagem, andam com todos os cartões, carta de condução, documentos relacionados com o seguro e por aí fora. Muitos destes documentos não são sequer necessários e quantos mais forem roubados, maior vai ser a dor de cabeça para os repor. Tenha consigo só o essencial, os cartões que usa diariamente, um documento de identificação e algum dinheiro.

2. Dê uso ao cofre do hotel

Deixe sempre algum dinheiro e pelo menos um cartão de débito ou crédito no cofre do hotel. Em caso de roubo, terá sempre um plano b e não ficará sem dinheiro. Já se imaginou num país estrangeiro sem dinheiro e sem documentos? O pesadelo de qualquer viajante. O mesmo se aplica ao passaporte e documentos essenciais (sempre que possível): deixe os originais no cofre do hotel e faça-se acompanhar apenas das cópias a cores, em bom estado.

3. Separe os documentos do dinheiro

Ter no mesmo bolso ou na mesma carteira todos os documentos e dinheiro é meio caminho andado para ficar sem nada. Dependendo da situação, poderá evitar ficar sem documentos ou sem dinheiro, colocando-os em bolsos diferentes, ou até mesmo debaixo da roupa.

4. Tenha cópias online dos documentos mais importantes

É igualmente importante que mantenha cópias digitais dos seus documentos de identificação, carta de condução, cartões de crédito e débito, apólices de seguro e qualquer outro que considere de relevância. Junto, deve guardar ainda uma lista de contactos, nomeadamente bancários, para onde possa ligar de imediato e reportar os cartões como roubados, de modo a tentar impedir com a máxima brevidade que estes sejam utilizados.  

Poderá até colocar estes contactos e cópias num documento do Google Docs ou no Dropbox, e assim aceder a partir de qualquer computador.

5. Assegure a sua informação importante, mesmo se algo grave lhe acontecer 

Já existe um serviço seguro que permite direcionar informação essencial preparada previamente para determinados contactos, que é acionado em caso de emergência. Trata-se do 3NCRYPT3D. Experimente gratuitamente as suas funcionalidades inovadoras, clique aqui para saber mais.

Votos de boas férias, quando for!

 Equipa 3NCRYPT3D

Achou útil? Partilhe!