Entrevista com o fundador Pedro Martins, para o JN / Dinheiro Vivo

Contamos tudo sobre o início do 3NCRYPT3D, os seus benefícios e o futuro desta empresa

Foi no passado dia 10, num ambiente descontraído, que respondemos a todas as perguntas da jornalista Ilídia Pinto, sobre o 3NCRYPT3D.

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Tecnologia
3NCRYPT3D. Esta app tem a solução digital para o seu legado

Artigo por: Ilída Pinto, para o Dinheiro Vivo

Serviço permite preparar mensagens para envio automático em caso de morte ou em circunstâncias definidas pelo utilizador

Todos os anos há milhões de euros que ficam por reclamar em contas bancárias, seguros de vida e cofres um pouco por todo o mundo, por desconhecimento dos seus legítimos herdeiros. Pedro Martins percebeu-o quando, após um voo muito atribulado em que deu consigo a pensar ‘e se este avião caísse agora…’, foi pesquisar que soluções seguras havia no mercado e descobriu que não havia nada. Assim nasceu a 3NCRYPT3D, a startup portuguesa que assegura a solução tecnológica para o envio de “informação essencial”, de forma automática, a familiares ou parceiros de negócio em caso de morte ou noutras circunstâncias definidas pelo utilizador.

A ideia nasceu em 2011, mas só em 2015, quando Pedro Martins se cruzou com Magne Olsen, marido de uma amiga de infância e “com muitos anos de experiência em programação, designadamente na criação de software para aeroportos”, é que começou a tomar forma. Mas só este ano o serviço foi comercialmente lançado, estando a aplicação disponível na Apple Store, no Google Play e na Microsoft Store. “Tivemos uma fase muito longa de desenvolvimento porque éramos dois a pensar a solução, mas só um a implementá-la. E a questão da salvaguarda dos dados era fulcral. Ninguém pode ter acesso à informação”, diz Pedro Martins, CEO da 3NCRYPT3D, com sede em Vila Nova de Gaia e apoiada pelo programa Bizspark da Microsoft.

A solução foi implementar um sistema de dupla encriptação, também designado por zero knowledge encryptation, que garante que as mensagens e anexos são encriptados na própria aplicação, com uma chave única, que só o utilizador possui no seu dispositivo, antes de serem guardadas nos servidores da empresa. “Garantimos, assim, que a informação fica protegida de hackers, de governos ou de agências de espionagem. Nem mesmo o staff do 3NCRYPT3D pode aceder-lhe”, garante o empresário nortenho.

Uma pesquisa rápida na internet permite perceber que, só nos EUA, se estima que haja mais de 40 mil milhões de dólares por reclamar, seja em contas bancárias, em seguradoras ou junto de outras entidades. E, claro, há sempre que ter em conta as novas realidades, como os investidores em criptomoedas. “Se negociar em criptomoedas ainda é algo complexo, como é que alguém que tem milhares ou milhões de euros no blockchain vai indicar à família os pormenores da sua carteira digital e os respetivos códigos de acesso? A probabilidade daquele dinheiro ficar ali perdido é enorme”, frisa Pedro Martins.

Foto do Jornal de Notícias

O serviço está disponível mediante subscrição anual, por 69,90 e 99,90 euros, sendo que a primeira modalidade tem uma limitação no número de mensagens a enviar. Que não se restringem, apenas, a situações de morte, aquilo que a aplicação classifica de ‘o pior cenário possível’. Não, o cliente da 3NCRYPT3D pode, também, programar o envio de mensagens temporizados, para um determinado dia e hora, ou de mensagens imediatas, estas só disponíveis no plano premium. O que torna o serviço interessante até para jornalistas de investigação em cenários de risco, destaca a empresa.

E como sabe a 3NCRYPT3D que algo aconteceu ao utilizador e que deve enviar a informação que tem guardada? O cliente deverá fazer login na sua conta pelo menos uma vez a cada 30 dias, período que a empresa designa de Heartbeat. Se não reagir a nenhum dos quatro emails de alerta que a empresa lhe envia ao longo desses 30 dias, passado que esteja 50%, 75%, 95% e 100% do prazo, e se mantiver inativo, serão contactados os seus agentes de ativação de entrega – pessoas de confiança que o próprio cliente terá definido quando criou a conta – para confirmar se alguma coisa lhe aconteceu. A duração do período de heartbeat pode ser alterada por iniciativa do utilizador. “E mesmo que lhe roubem o telemóvel poderá sempre ir a um webcafé ou a um computador no hotel e fazer um login muito simples para indicar ao sistema que está tudo bem e desautorizar aquele telemóvel para acesso à conta”, explica, ainda, Pedro Martins.

E apesar de nascer em Portugal, a ambição é global. “Nos próximos cinco anos queremos controlar o mundo [risos]! Bem, queremos que o mundo saiba que a 3NCRYPT3D existe e sempre que alguém se interrogue sobre o que fazer para salvaguardar algum tipo de informação sensível que pense de imediato na nossa oferta”, diz. “Os resultados financeiros serão uma consequência disso e surgirão naturalmente”, acrescenta. Brasil e América Central, onde o risco “está muito presente no dia-a-dia das pessoas”, são os alvos, mas, primeiro, o foco será a África do Sul, logo que terminada a tradução da documentação para inglês. Depois virá o espanhol.

Nascida de um investimento de de 50 mil euros em capitais próprios e empréstimos de familiares e amigos, a 3NCRYPT3D conta hoje com cinco pessoas, todas com competências em áreas específicas: Pedro Martins é o CEO e Magne Olsen o Chief Technology Officer. Nuno Pinto da Silva assegura a área estratégica e de parcerias e Beatriz Costa o marketing. Rita Brandão é a Chief Operating Officer.

Em Portugal, a empresa procura estabelecer “parcerias estratégicas” com bancos e companhias de seguros, como a que firmou já com a fintech nBanks. E em novembro estará na Web Summit para se dar a conhecer e contactar potenciais investidores. Pedro Martins admite que, mais tarde ou mais cedo, o acesso a venture capital será “essencial”. Mas a ideia é conseguir a entrada de smart money, ou seja, de alguém que contribua com know how e não apenas dinheiro.

Créditos da imagem: Fabio Poço/ Global Imagens

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renascença

O 3NCRYPT3D na Rádio Renascença (RR)

No passado dia 9 de Agosto, o fundador e CEO do 3NCRYPT3D marcou presença no programa da manhã da RR, “As três da manhã”.

Foi uma conversa descontraída e bastante interessante com a Carla Rocha e a Ana Galvão. Os ouvintes puderam entender para que serve serviço seguro 3NCRYPT3D e os diferentes benefícios da aplicação, já disponível para Windows, Android e iPhone!

Assim que possível, partilharemos o podcast desta conversa. Fique atento/a!

Equipa 3NCRYPT3D

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3ncrypt3d_websummit

O 3NCRYPT3D vai estar presente no Web Summit 2019

Com o objetivo de apresentar ao mercado o seu serviço seguro, potenciar contactos e apresentar a sua versão em inglês, o 3NCRYPT3D candidatou-se ao programa Alpha do Web Summit e foi seleccionado. Vamos assim participar daquele que é o “World’s Largest Tech Event”, em Novembro deste ano.

Recentemente considerado “O evento com melhor reputação em Portugal” segundo um estudo RepScore, para o Web Summit deste ano já estão previstos mais de 300 oradores, entre os quais Brad Smith, Presidente da Microsoft Corporation, Devin Wenig, CEO do Ebay e Alicia Tillman, CMO da SAP.

Mais informações sobre esta edição do Web Summit, aqui.

Equipa 3NCRYPT3D

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Como aceder à conta bancária de um familiar que faleceu

A morte de um familiar próximo é, quase sempre, motivo de grande tristeza e pesar. Pensar nos assuntos práticos, traz consigo, regra geral, mais dor ainda.

Hoje decidimos escrever um guia para que saiba o que fazer, no caso de um dia se encontrar nesta situação, que levanta dúvidas aos herdeiros.

Procedimentos a implementar para obter acesso à conta de um familiar falecido
(e factos a ter em conta – informação relativa ao ano de 2017):

1. Comunique o falecimento do familiar, neste caso, à instituição financeira onde a pessoa tinha a conta bancária.

2. Reuna os seguintes documentos:

  • Certidão de óbito
  • Habilitação de herdeiros
  • Prova de pagamento do imposto de selo aplicável às heranças

3. Dirija-se ao banco com os documentos reunidos. Os mesmos servem para comprovar, junto da entidade financeira, que se trata de um herdeiro/a da pessoa em questão. Apenas os herdeiros têm acesso às contas bancárias.

4. Terá de pagar o imposto associado à herança, antes de tentar movimentar qualquer montante (o banco não permite movimentar antes).
O Imposto do Selo é devido pela herança. O seu pagamento cabe ao cabeça de casal, a pessoa que gere a herança até à sua partilha (normalmente é o cônjuge sobrevivo). Posteriormente, este responsável fará contas com os restantes herdeiros.

As taxas associadas ao imposto de selo, são:

  • Pais, filhos ou cônjuges que recebam uma herança em dinheiro estão isentos do Imposto de Selo, independentemente de quanto herdaram. Apesar de não terem de pagar imposto, estes familiares têm de declarar às Finanças os bens recebidos.
    Sobre a transmissão gratuita de bens, pode aceder a mais informação, aqui.
  • Irmãos, sobrinhos, tios ou outras pessoas que constem no testamento pagam uma taxa de 10% de Imposto de Selo sobre o valor que herdaram, exceptuando-se as situações em que o valor é inferior a 500 euros.

O imposto sobre a herança pode ser pago na totalidade ou em prestações, como explica o Código do Imposto do Selo. Se o cabeça de casal optar por pagar de uma vez só, deve informar as Finanças no prazo de 15 dias, e terá um desconto. Caso o valor a pagar ultrapasse os 1 000 euros, pode ser pago em prestações (até 10).

Em termos de IRS, as pessoas que herdam ficam obrigados a declarar às finanças o montante em causa e a relação de bens. Independentemente da relação com a pessoa falecida, nenhum dos herdeiros sofre alterações no IRS por via deste facto. As heranças não são contempladas para efeitos de IRS.

Tipos de bens sujeitos ao imposto sobre herança:

  • Bens imóveis rústicos e urbanos
  • Bens móveis sujeitos a registo (exemplo: automóveis e motos, barcos, pistolas, etc)
  • Outros bens móveis (ouro de investimento, obras de arte, direitos de autor, contas bancárias, ações, etc)

Tipos de bens excluídos de tributação:

  • Bens de uso pessoal, como roupa, calçado e jóias
  • Bens de uso doméstico, por exemplo, recheio da casa, excepto obras de arte
  • Créditos provenientes de seguros de vida
  • Pensões e subsídios pagos pela Segurança Social
  • Valores aplicados em fundos de poupança-reforma (PPR), fundos de poupança-educação (PPE), fundos de poupança-reforma/educação (PPR/E), fundos de poupança-ações (PPA), fundos de pensões ou fundos de investimento mobiliário e imobiliário
  • Abono de família em dívida à morte do titular
  • Donativos efetuados nos termos da Lei do Mecenato, por exemplo, a instituições de solidariedade ou religiosas
  • Donativos de bens ou valores monetários até ao montante de 500 euros
  • Transmissões a favor de sujeitos passivos de IRC, como é o caso de um empresário

5. Saiba que, no que concerne à partilha do montante que está na conta, não tem de ser obrigatoriamente feita, nesse momento.
Mas atenção, se deixar passar 15 anos sem movimentar a conta ou comunicar o seu direito sobre a mesma, é considerado abandonada, e neste caso, segue a favor do Estado.

6. Se não tem conhecimento se o seu familiar possuía activos financeiros como outras contas bancárias, ações e obrigações, é possível obter essa informação através do website do Banco de Portugal. Apenas necessita apresentar documentos de identificação da pessoa falecida, a habilitação de herdeiros e os seu documentos de identificação.

Esperamos que esta informação não lhe seja útil, por muito, muito tempo!

Seguro de Vida: Que Cobertura Contratar?

Poucas pessoas gostam de pensar na inevitabilidade da morte. No entanto, se tem pessoas que dependem de si ou dos seus rendimentos, ter um seguro de vida é algo que deve considerar.

O que é um Seguro de Vida?

Antes de mais, é importante perceber o que é um seguro de vida. Trata-se de um contrato entre o segurado (qualquer pessoa que contrate o seguro) e uma seguradora, no qual o objeto de seguro é o risco de morte do segurado.

Em caso de morte do segurado, a companhia de seguros é responsável por pagar o prémio da apólice de seguros ao(s) beneficiário(s) da mesma, um valor que depende do valor contratado em primeiro lugar.

Confirme se necessita de um Seguro de Vida

A verdade é que contratar um seguro de vida não faz sentido para toda a gente. Se não tem dependentes e tem bens suficientes para as suas eventuais dívidas, despesas médicas e despesas de funeral, então contratar um seguro de vida pode ser apenas mais uma despesa extra, desnecessária. O mesmo acontece caso tenha dependentes, mas bens suficientes para lhes providenciar tudo o que necessitam.

No entanto, se não se enquadra em nenhum dos casos, é muito possível que precise de um seguro de vida. Tendo dependentes ou dívidas que ultrapassem os seus bens, é importante que tenha um seguro de vida para que possa garantir aos seus familiares um futuro estável, e sem dívidas, no caso da sua morte.

Qual o tipo de cobertura e quanto que deve contratar?

Dependendo das suas necessidades, pode contratar diferentes tipos de seguros, com diferentes coberturas. Existem três tipos de seguros de vida:

1. Cobertura de risco de morte – a companhia de seguros assegura a atribuição, ao beneficiário do seguro, de uma indemnização (compensação) monetária caso se verifique a morte do segurado durante a vigência do contrato.
2. Cobertura de risco de sobrevivência – este tipo de cobertura tem sido especialmente contratada para seguros financeiros e consiste no pagamento do indemnização, normalmente ao próprio segurado, se este estiver vivo no final do contrato.
3. Cobertura mista – esta cobertura combina as duas anteriores e acabar por ser um produto a ter em consideração. Para além de proteger os seus dependes (em caso de morte), se sobreviver ao contrato, receberá a compensação relativa a esta apólice. Normalmente os valores são diferentes para cada um dos cenários.

A Indemnização

Depois de perceber quais as suas necessidades a nível de cobertura, chegou a hora de refletir sobre o valor da indemnização que deve contratar. Comece por perceber qual o valor das suas dívidas, entre crédito à habitação, crédito automóvel e empréstimos, o valor da compensação do seguro tem de ser, pelo menos, igual. Além disso, se for a única fonte de rendimentos no seu agregado familiar, é importante que assegure alguns anos do seu rendimento para que possa deixar a sua família numa posição confortável. Por último, acrescente ao valor da indemnização futuras despesas, como a universidade dos seus filhos.

Ninguém é eterno…

Ninguém consegue prever o futuro e portanto é importante que acautele todas as situações, até mesmo as mais desagradáveis, como a morte. Analise bem quais são as suas opções, o tipo de cobertura que melhor se adapta à sua situação e até qual o valor da compensação que deixará a sua família segura financeiramente. O valor do prémio mensal ou anual a pagar pela sua apólice de seguro será sempre proporcional ao valor da compensação assegurada.