Dicas para viver melhor, abrandando

Segundo um estudo encomendado pela Herdade do Esporão à Universidade Católica Portuguesa, “uma boa gestão de tarefas, algum tempo livre para as relações familiares e sociais são os indicadores que mais contribuem para o bem-estar geral”.


Carl Honoré é o fundador do movimento “Slow” que defende um estilo de vida mais equilibrado. Honoré esteve em Portugal a convite da Herdade do Esporão e deixou dicas para os mais apressados abrandarem.
Aqui fica a seleção 3NCRYPt3D dessas dicas.

(Se é um dos apressados, comece devagar, 1, 2, 3… vai ver que aos poucos se mudam hábitos, com sucesso!)

dicas vida

Fonte: Revista Visão

apresentaçao publico 3NCRYPT3D

O 3NCRYPT3D vai apresentar-se ao público no dia 6 de junho.

Na próxima 5ª feira o serviço vai ser lançado no Multiusos de Gondomar, enquanto decorre o evento DDC 2019: Vamos Superar Limites

A equipa 3NCRYPT3D vem assim marcar presença num dos maiores eventos empresariais do país, apresentando aqui o seu serviço.

O 3NCRYPT3D, cujo lema é “A Solução Digital para o seu Legado”, entrega mensagens de email preparadas previamente com total segurança, mesmo em caso de emergência ou morte. Trata-se de um meio único para salvaguardar informação que não se pode perder: bens, ideias e dados confidenciais, etc. Desta forma, nada ficará por dizer.

O DDC Samsys é um evento dedicado ao desenvolvimento profissional e pessoal, é promovido pela Samsys e é já considerado um evento incontornável no panorama empresarial português.

O tema desta edição do DDC, Vamos Superar Limites, é especialmente relevante para o 3NCRYPT3D, pois este é um serviço que permite aos seus clientes superarem limites nunca transpostos antes, ao nível da:

  • Segurança: permite que usufrua de níveis de segurança sem comparação, no envio de mensagens de email condicionados.
  • Autonomia e confidencialidade: à distância de um click e de forma autónoma, todos poderão preparar mensagens previamente que serão enviadas mesmo em caso de emergência.
  • Inovação: Inovamos a nível mundial, pois não existe outro serviço que permita contornar limites impostos pela vida, garantindo segurança state of art e autonomia para este efeito.

Para além da área de exposição onde o 3NCRYPT3D estará presente, vai haver uma outra onde, ao longo do dia, poderá assistir a palestras enquadradas no mote do evento. Os oradores deste ano, são:

  • O empresário, viajante, autor e orador André Leonardo;
  • O “tubarão” Tim Vieira;
  • O coach Jorge Coutinho;
  • A radialista Carla Rocha;
  • O ator Paulo Azevedo;
  • O coach Luís Fernando.

Dividiremos o espaço com o nosso parceiro nBanks, com quem vamos superar ainda mais limites.

Aguardamos pela sua presença no nosso espaço, e neste evento inspirador.

Venha conhecer a nossa solução e parte da equipa 3NCRYPT3D! Temos várias supresas à sua espera!


Dia
: 6 de junho de 2019

Horário: 8:00 – 18:30

Local: Pavilhão Multiusos de Gondomar

Programa: aqui

Inscrição gratuita e obrigatória: aqui

Equipa ENCRYPT3D

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Greta Thunberg

Qual a melhor altura para construir um legado?

Aos 8 anos descobriu que o planeta estava em perigo e nunca mais descansou. Aos 11 anos caiu em depressão. Aos 15, decidiu começar a fazer greve às sextas-feiras à porta do parlamento do seu país e distribuir panfletos, alertando para a situação caótica do nosso planeta.

Já todos sabemos quem é Greta Thunberg. A sua TED Talk já passou os três milhões de visualizações (em Ted.com e Youtube). [Se não viu, por favor, veja. Garanto que vale a pena. O link está mais abaixo.]

Greta já aparece em jornais e nas redes sociais. Esteve presente, enquanto ativista, em algumas das mais importantes conferências a nível mundial, como COP24, Davos, etc. Foi nomeada para o Nobel da Paz e foi capa da Time Magazine. Apesar de andar pelo mundo, não voa em aviões –  por causa do efeito das viagens na atmosfera. Demorou 32 horas a chegar a Davos, de comboio.

Ganhou o prestigiado prémio “Liberté”; dividiu os 25 mil euros ganhos com quatro organizações dedicadas à defesa do clima.
António Guterres, cujo discurso sobre este tema está especialmente assertivo, apoia o seu movimento. Arnold Schwarzenegger, que se encontrou com Greta a propósito da Austrian World Summit , escreve no Twitter “I have to admit I was starstruck when I met @gretathunberg.”

Nações Unidas sobre alterações climaticas

Será um fenómeno de popularidade? Com certeza. Será que existem “interesses paralelos” a este movimento ou alguém a dizer à jovem ativista o que transmitir? Muito pouco provável. O movimento já “ganhou pernas”, está bem vivo e é independente.

Greta sabe o seu lugar. Sabe que, se não fizer algo Agora pela Terra, esta morrerá em pouco tempo.

“Temos de agir como se a nossa casa estivesse a arder. Porque está. O nosso planeta está a arder.” – disse, numa das suas intervenções.

Na última sexta-feira, dia 24, milhares de estudantes em todo o mundo fizeram greve, organizada pelo seu movimento. No dia anterior a esta grande manifestação, numa carta enviada ao jornal “The Guardian”, Greta e mais 40 outros ativistas da “Fridays for Future”, explicaram o que iria acontecer no dia seguinte e fizeram um apelo: “que todos façamos greve, e possamos mostrar resistência em massa. Os Jovens têm liderado as greves pelo clima. Agora precisamos que os adultos se juntem a nós (…)”.

O que aconteceu em Portugal? Vimos bastantes manifestantes nas ruas das principais cidades portuguesas. Curiosamente, a informação que obtive foi que, pelo menos na localidade onde tenho residência, os estudantes do ensino secundário e preparatório que decidissem faltar, teriam falta injustificada.

Não sei o que pensam os pais sobre este assunto. Não sei o que pensam os professores. Segundo o DN, a CGTP e a UGT reagiram ao apelo de greve geral (que não foi feito formalmente), dizendo que estão solidários, porém “as duas estruturas sindicais afastaram já a hipótese de uma greve geral de trabalhadores, lembrando que essa é “a última arma” de uma negociação”. Mostraram disponibilidade para colaborar de outras formas.

O que sei, sabemos, é que Greta tem razão.

“A nossa casa está a arder”, e se os adultos não fizerem parte do movimento de forma a criar pressão efetiva sobre os governos, ele pode não ir avante. Se não for, vamos sofrer terríveis consequências. Já estamos a sofrer.  

Qual é a melhor altura para começar a construir um legado?

Para esta jovem ativista foi aos 15 anos.
Acredito agora que nunca é cedo demais para começar. E também nunca é tarde.

E se queremos deixar um planeta (em que seja possível viver) aos nossos filhos, sobrinhos e netos, então esta deverá também ser a nossa prioridade.

Maria Beatriz Costa, Responsável de Marketing e Comunicação 3NCRYPT3D

Nota: Para fazer algo pelo planeta hoje, além do que todos já fazemos (poupança de água e recursos, reciclagem, etc), é importante que se fale destes problemas que nos afetam a todos. Converse sobre este assunto com os seus amigos e conhecidos.

Procure e partilhe informação, partilhe este artigo! 

Pode ver a Ted Talk supra mencionada, aqui ou no link abaixo.


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empresario que sabia de tudo

O segundo decisivo: O caso do empresário que sabia de tudo

O Michael – o empresário feliz

Michael – CEO da pequena empresa que fundara há uns anos e que crescia a olhos vistos – tinha, finalmente, conseguido a reunião que tanto ambicionava com aquele parceiro que, acreditava, iria ser crucial para a expansão do negócio, nos moldes que sonhara!

Estava entusiasmadíssimo e super-feliz!

Aliás: naquele momento, tudo na sua vida estava a seu gosto! Tinha saúde, dinheiro para poder viver confortavelmente, estava realizado com o que já tinha construído e fazia diariamente. Para além disso, estava orgulhoso da equipa de trabalho que tinha criado: eram multifacetados, dinâmicos e estavam comprometidos com os objetivos de crescimento. Sabia que podia contar com eles! A família? Dessa nem se fala… Era o seu maior e incondicional apoio e, por isso, fazia questão em dedicar-lhes tempo de qualidade, no qual pudessem – todos – ser exatamente aquilo que são, deixando de fora os contextos laborais e escolares que, como se sabe, sempre criam algum stress e ansiedade.

Era este o pensamento que o acompanhava no curto caminho até àquele ambicionado encontro de negócios, assim como um profundo sentimento de gratidão! Ele sabia que estava a fazer tudo por si e por aqueles que amava, e que isso estava a ser retribuído!

Sorriu.
E, de repente, veio aquele-carro-descontrolado-que-passou-o-sinal-vermelho-no-segundo-errado.

A CLÁUDIA – A peça indispensável no sucesso da empresa

A Cláudia era “o braço-direito” do Michael. Conheceram-se na faculdade e, sempre que possível, escolhiam trabalhar em grupo porque se entendiam muitíssimo bem. 

Ela acompanhou-o desde de que teve a ideia de negócio; aprimoraram-na juntos e foi assim lhe deram forma e crescente rentabilidade.

Apesar disso, o Michael deixou sempre muito claro: ele seria o único responsável da empresa.

Sentia-se empreendedor e queria ser ele a ter sempre a última palavra! Contava com a Cláudia – em quem depositava absoluta confiança – mas não queria ter a obrigação de negociar consensos (ainda que acabasse sempre a fazê-lo). Para a Cláudia estava ótimo: tinha sido educada para ser funcionária por conta de outrem, nunca quis assumir as responsabilidades inerentes a ser “chefe”, gostava da autonomia que tinha e sentia-se confortável com o salário e as condições laborais que tinha.

Tudo perfeito, portanto. A Cláudia conhecia de cor os processos da empresa: os funcionários (que geria diretamente), a maior parte dos clientes e fornecedores, os prazos a cumprir; as necessidades de cumprimento legal, os objetivos estratégicos, algumas estratégias para os atingir. Acima de tudo, conhecia o tipo de liderança do Michael – ela sabia como é que ele reagiria a cada nova informação e o que faria a seguir.

Quando ouviu falar naquele-carro-descontrolado-que-passou-o-sinal-vermelho-no-segundo-errado, a Cláudia chorou pelo seu amigo.

E, apesar do medo que sentiu, decidiu que, em homenagem ao seu “chefe” e por respeito ao seu percurso, ia começar logo a “arregaçar as mangas” e “pôr as mãos à obra”. Sabia que ela e todos os colaboradores tinham muito trabalho pela frente.

A PAULA – A fluidez e tranquilidade em forma de gente

O Michael conheceu a Paula numas férias no Algarve. Ambos estavam com amigos e, mesmo no meio da “algazarra”, não ficaram indiferentes um ao outro. Praia, pôres-do-sol radiosos e passeios ao luar foram o cenário que partilharam, quase em “regime de exclusividade”, durante aqueles dias.

Conversaram muito e brindaram à sorte de, mais a norte, viverem pertinho… os astros estavam alinhados e prometeram que aqueles momentos se iriam repetir! 

Assim foi durante duas semanas, até começarem a namorar “oficialmente”, e mais três anos, altura em que casaram.

Foi durante o namoro que o Michael montou a sua empresa; mesmo estando profundamente empenhado no projeto, sempre deu muita atenção à Paula. Ela sentia isso e gostava. Partilhava com ela alguns desafios e motivações, mas não perdia muito tempo com isso: afinal, ele queria “desligar” do trabalho e, por outro lado, sabia que ela, mesmo mostrando-se disponível e compreensiva,  não tinha nenhuma afinidade com o tema – o negócio era de “números” e a Paula era de “letras” (era psicóloga mas interessava-se e divagava sobre filosofia, sociologia, conceitos abstratos…); para quê maçá-la?

Ele era feliz com o que fazia, com a companheira que escolhera, e tinha por objetivo dar-lhe qualidade de vida e conforto: admitindo que pudesse também contribuir para as despesas da casa, não queria que essa fosse uma preocupação ou uma obrigação para ela.

A verdade é que ele sempre chamou a si essa responsabilidade, com naturalidade e sem esforço, mesmo quando o Bernardo e a Filipa nasceram.

Todos se sentiam bem com isso e a Paula, sabendo-se uma privilegiada, tirava bem partido da situação: o seu ordenado não era muito alto, mas gastava-o quase todo nas suas despesas pessoais (custava-lhe a admitir, mas, no final do mês, a sua conta ficava perto de zeros!).  Quando fazia compras de mercearia – e às vezes também para os miúdos -, usava o cartão de crédito que o Michael lhe tinha dado da sua conta pessoal; nunca chegava sequer perto do limite.

Crédito da casa, dos carros, seguros, colégio das crianças, eletricidade, água, internet e telemóveis… nem se lembrava!

Sabia que saía tudo em débito direto de uma das contas do Michael; nem sabia de que banco… Lá está: ela gostava de conceitos e divagações…. Sentia-se muito grata por não ter que pensar nas questões logísticas e financeiras.

Apesar de não admitir, nem percebia sobre muitas delas: se, por exemplo, tivesse de levar o carro ao mecânico, onde o levaria? O Michael sempre arranjou um tempinho para esses assuntos!

Ambos se focavam em tarefas diferentes, complementares e assim eram felizes!

A Paula bloqueou quando lhe contaram daquele-carro-descontrolado-que-passou-o-sinal-vermelho-no-segundo-errado.

Nessa altura, fez uma promessa: iria tomar conta da família e garantir que tudo continuaria a ser o mais parecido com o que era até ali… Desta vez, ele não tinha sequer como se preocupar.

Prometeu, apesar da profunda tristeza e de não fazer ideia como, que a cumpriria.

O que é que Cláudia e a Paula já deviam saber?
Que dificuldades sentiram?
O que aconteceu por não saberem?

Sucesso tardio

Sucesso sem hora marcada

Nunca é tarde para se ser bem sucedido.

São inúmeros, os casos de pessoas que tiveram sucesso hoje considerado “tardio”.
Pessoas como Harland Sanders da Kentuky Fried Chicken, que iniciou o KFC apenas aos 65 anos. Ou Estée Lauder, cuja companhia de cosméticos homónima começou aos 54 anos e hoje constitui o império que se sabe.

Estes casos (e muitos outros) mostram-nos que estamos sempre a tempo de ser bem sucedidos, apesar do mundo estar “obcecado pelo sucesso precoce”. É esta é uma das conclusões da entrevista a Rich Karlgaard, editor da Forbes, que escreveu um livro sobre esta temática.
Curiosamente, é a revista Forbes que todos os anos publica a lista dos 30 empreendedores mais disruptivos, com menos de trinta anos…

Traduzimos o artigo de Rachel Martin para o site NPR sobre o livro e as motivações do autor, para que se possa também inspirar, independentemente da sua idade!

“Parece que todas as semanas um vídeo partilhado nas redes sociais mostra uma criança prodígio: um menino de cinco anos a tocar um concerto para piano; a  criança de 11 anos, licenciada; o pré-adolescente que é um prodígio no desporto.

Mas, no novo livro “Late Bloomers: The Power of Patience in a World Obsessed with Early Achievement” (em tradução livre: Florescendo tarde – O poder da paciência num mundo obcecado pelo sucesso precoce), o editor da revista Forbes, Rich Karlgaard, não está muito interessado em jovens empreendedores.

Em vez disso, Karlgaard olha para aqueles para quem o sucesso vem mais tarde – nos seus 30, 40, 50 e até depois desta idade – numa cultura obcecada por conquistas precoces. Ele argumenta que, embora possamos celebrar os fenómenos, a premissa de que o sucesso precoce é necessário para o sucesso ao longo da vida está errada.

“Algumas pessoas são naturalmente talentosas, autênticos prodígios. Não tenho nada contra elas – na verdade, eu aplaudo-as.”, disse ele à NPR. “O problema surge quando pensamos que esse é o caminho apropriado para todas as crianças, adolescentes e jovens adultos”.

Destaques da entrevista
Sobre como o desenvolvimento cognitivo humano informa a “floração” 

Se olharmos para o que a neurociência tem a dizer – e segundo um grande estudo de 2015, onde foi analisada a seguinte questão: “O que fazemos de melhor em cada década de nossa vida?”, com certeza lembramos a rápida velocidade de processamento sináptico e o pico de memória de trabalho nos primeiros 20 anos. Mas é nos nossos 30, 40 e 50 anos, que começamos a desenvolver toda uma gama de habilidades que não tínhamos antes: funcionamento executivo, desenvolvimento de competências de gestão, compaixão, equanimidade. … A sabedoria só começa realmente a aparecer nos nossos 50, 60 e 70 anos.

Sobre a obsessão pelo sucesso inicial

Onde eu moro, em Sillicon Valley, é habitual pressionar adolescentes e jovens adultos, porque há muitos exemplos de jovens adultos que fizeram coisas incríveis – sejam os dois fundadores do Google, seja Mark Zuckerberg, no Facebook.
A pressão que aqui se coloca nas crianças, adolescentes e pais é incrível. Então, essa ideia de pressionar crianças, colocá-las num corredor em que é suposto trocar a sua jovem curiosidade por foco determinado, está a ter, em geral, um mau resultado.
É por este motivo que quero começar  uma conversa a nível nacional sobre este assunto.

Sobre como ele vê a ambição

Eu acho que a ambição é boa. Algumas pessoas motivam-se através da ambição. Existem pessoas que – e isso caracteriza a maioria dos primeiros bloomers [pessoas que têm sucesso], eu acho – são naturalmente ambiciosos, são naturalmente competitivos, gostam de ganhar, gostam de impressionar as pessoas, gostam de aumentar a pontuação.
Os bloomers tardios tendem a ser mais do tipo explorador. Eu tenho piores resultados quando estou sob pressão competitiva. Eu tenho muito melhores resultados quando exploro minha curiosidade.
É a diferença entre sentir-se pressionado – o que eu não gosto e acho que muitas pessoas não gostam – e ser inspirado por uma visão, sonho e propósito maior. 

Beatriz Costa, responsável de Marketing e Comunicação 3NCRYPT3D

Artigo original, aqui.
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